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Gustavo Cerbasi Parte 2: Aposentadoria e Finanças Pessoais!

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No primeiro Post “Gustavo Cerbasi Parte 1: Em Defesa dos Profissionais!”, este famoso autor deu dicas e soluções práticas para os profissionais da odontologia. Nesta segunda parte o assunto será: aposentadoria e finanças pessoais.

Leia e aproveite as dicas do mestre!

Vamos a segunda metade do bate papo com Gustavo Cerbasi:

3- Os dentistas, assim como outros profissionais em sua grande maioria, reservam parte do seus ganhos para INSS e previdência privada (PGBL ou VGBL) para a segurança da futura aposentadoria. Em seu audiolivro “Investimentos Inteligentes”, você sugere e ensina outras formas de investimentos, a fim de atingir a independência financeira e uma aposentadoria mais tranquila. O que você tem a dizer para os profissionais que ficam no famoso arroz com feijão, e o que você recomendaria para um dentista que pretende alcançar esta independência financeira?

Contribuir com o INSS é oportuno porque é uma espécie de seguro, e realmente traz uma proteção em caso de acidente de trabalho, invalidez. Deve-se começar com o pagamento obrigatório do INSS, buscar o mínimo de segurança através da previdência privada. O dentista vai contribuir com o VGBL a não ser que ele tenha o recebimento de salários na pessoa física; o PGBL  seria oportuno, mas o ideal é que garanta o mínimo de dignidade, uma renda que seja adequada ao seu bem-estar na aposentadoria. Dependendo do caso, três mil a cinco mil reais, dez mil reais, não importa. Mas é interessante que ele crie o hábito de realizar não só sonhos de longo prazo, mas também intermediários, como a troca do carro, da casa, faculdade dos filhos, formatura dos filhos. Esse hábito tem que ser criado através de um esforço de poupança, que preferencialmente seja diferente do PGBL e do VGBL. Por quê? Existem outras modalidades mais complexas para que ele se envolva, gradualmente, com esse tipo de oportunidade, e que ele aprenda a acessar investimentos que são mais eficientes.

Os planos de previdência privada são eficazes e nos levam ao objetivo com baixíssimo nível de risco e, por isso, talvez seja o tipo de investimento recomendado para a maioria dos brasileiros. Mas aos que se dão a oportunidade de aprender, pesquisar, se envolver com outros tipos de investimento, estes vão encontrar modalidades mais baratas, que acabam sendo mais rentáveis e que encurtam o caminho para realizar nossos sonhos.

O ideal é experimentar, para ações de curto prazo ou não tão longo, até três ou quatro anos para uma viagem, compra de um carro como eu falei, para que com poucos erros e acertos, se refine as escolhas e se possa alcançar talvez até uma independência financeira, uma aposentadoria com alternativas mais complexas, porém contando com a consciência de uma boa escolha, não em imóveis ou ações, por exemplo, pois estes mercados não são de aposta, mas para quem está envolvido e consciente, pois quem busca informações para administrar os riscos acaba minimizando-os. E isso é possível para qualquer pessoa. O dentista, que tem liberdade de agenda, às vezes possui até condições de tirar um dia da semana para se reciclar, vai fazer um bom negócio se optar por este tipo de investimento e se envolver com ele.

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4- Você participa do prefácio de um dos livros do médico Maurício Hissa, o @Bastter no Twitter, conhecido operador de Opções na Bolsa de Valores . Você recomenda o mercado derivativo de opções para os cirurgiões-dentistas? Que curso deveríamos realizar antes?

Eu fiz questão de justamente fazer o prefácio do livro do @Bastter porque ele  é a pessoa que mais simboliza esta oportunidade que o mercado de bolsa de valores de opções traz para qualquer um. Sendo médico e triatleta, ele usa esse artifício de forma consciente, de maneira a se proteger e não de criar riscos absurdos, o que pode acontecer nesta área. O mercado de opções é muito perigoso para quem o utiliza para alavancar ganhos, para quem coloca pouco dinheiro e tira muito. Tem gente que entra com mil reais de manhã e sai com dez mil reais à tarde e acha que fez isso por competência, o que normalmente é apenas sorte. Quem buscar o mercado de opções com estratégia defensiva, como uma espécie de seguro, vai fazer um bom negócio. Ao se envolver com bolsa de valores, conhecer este mercado e conseguir usar as opções como estratégia para fazer ganhos de renda fixa, a chamada venda coberta, é um bom negócio.

Cursos a fazer: acho que começando com o próprio curso do @Bastter, que normalmente são gratuitos e acessíveis pela Internet, são suficientes para fazer bom uso das Opções. Os cursos mais complexos são realmente para experts, e a tendência é que a pessoa perca dinheiro diante do não envolvimento do mercado, tentando concorrer com aquele que opera 24 horas por dia. Não recomendo realmente tentar multiplicar ganhos de forma rápida, deixe isso para o expert.

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5- O dentista é apaixonado por novos materiais e lançamentos. Em congressos, nos stands mais bonitos e chamativos, compra por impulso materiais caros, como por exemplo, o laser terapêutico, câmera intra-oral,  halitômetro e outros badulaques que acabam sendo esquecidos em algum canto do consultório meses depois. Como o dentista deve fazer o cálculo do retorno e parcelamento destes materiais? Ou tem que ser pago tudo à vista mesmo?

Olha, eu já visitei vários congressos de odontologia e realmente vi que existe um impulso incrível do dentista por consumo de novidades. O que é interessante saber é que oportunidades sempre existirão. O trabalho do dentista envolve muita tecnologia, e o que ele não pode é sair de casa ou ir à situação de consumo sem a consciência da verba que ele tem para consumir. Ele deve estabelecer um limite naquilo que pode gastar.

Em termos de pagamento, tem aquela velha negociação: se à vista ou a prazo é a mesma coisa. Como estamos falando de um insumo em que ele vai fazer receita, ou seja, que vai trazer resultado para o negócio dele, sempre é melhor pagar a prazo. A conta a prazo não é recomendada para um item de lazer, de luxo e de desfrute. Agora, quando o insumo é para o negócio dele, o ideal é espalhar ao longo do tempo, a não ser que o parcelamento custe muito caro.

Então, uma prática muito saudável é realmente parcelar no cartão de crédito, um hábito muito comum do comércio, ou ainda em um cartão que ofereça milhas, vantagens, prática que tem uma boa relação custo-benefício. Havendo uma boa negociação, é melhor, por exemplo, ter cinco por cento de desconto do que parcelar em três vezes. É uma questão de disponibilidade de caixa para aproveitar uma oportunidade. Eu recomendo também ao dentista que ele leve em consideração o quanto que essa conveniência agrega ao sentimento de bom atendimento, de diferenciação que o cliente possa ver no seu trabalho, porque o ambiente de sedução dos congressos é impressionante e realmente faz o dentista consumir mais do que precisaria.

Edição:

Para ler a primeira parte da entrevista clique no post: “Gustavo Cerbasi Parte 1…”

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3 comments

  1. Parabéns, Koga. Sensacional a entrevista com o Gustavo Cerbasi (já comento pelas 2 partes). Irei reler várias vezes, porque a quantidade de informações é enorme e não dá pra perder nenhuma!

    Abraços aos dois! 🙂

    • Verdade Dra! São muitas informações contidas nestes dois posts, e os conhecimentos sobre finanças e administração são digeridas aos poucos, principalmente para nós dentistas que não recebemos informações necessárias na graduação! 🙂

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