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Exclusivo! Entrevista com Dra Ane Bason do Gatth3’s Weblog!

Ane Bason

Hoje, vou entrevistar a @ANEBASON autora do Gatth3’s Weblog. Professora e Especialista em Implantodontia, em seus posts é sempre transparente e sincera, causando polêmica para alguns leitores não acostumados ao formato do blog!

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1- Qual foi a sua trajetória acadêmica?

Odontologia não era minha primeira opção. E, para quem pensou: “Mais uma médica frustrada…”: errou feeeeeio! Eu queria mesmo era fazer faculdade de Música. Minha mãe disse que eu iria morrer de fome (olha como ela me achava talentosa!), que só pagaria uma faculdade e que eu escolhesse coisa melhor. Como ela é dentista e eu a auxiliava no consultório, prestei vestibular para odonto. Entrei em 1994, formei em 1997, na UNIMES.

A partir de 1998, fiz uma série de aperfeiçoamentos em Implantodontia até ter grana suficiente para bancar minha especialização na área. Terminei a especialização em Implantodontia em 2008, na ABO Baixada Santista. Por lá fiquei como Professora Assistente na Clínica Cirúrgica da Especialização de Implante até o primeiro semestre deste ano. Atualmente, curso Cirurgia Plástica Periodontal na própria ABO.

2- Assim como 99% dos moradores da baixada você é Santista Roxa?

Então… rs. A mais pura verdade é que não dou a mínima para futebol. Digo que torço para o Santos, mas se ele ganha ou perde, não faz a mínima diferença. A importância do futebol na minha vida é que, por causa dele, churrascos, biritas e encontro entre amigos são mais frequentes, o que muito me agrada, hehehe!

3- Como é a realidade da odontologia hoje para você?

Não é fácil. Vivo estudando e meus pacientes estão acostumados a ouvir de mim atualidades na área. Hoje em dia, com tantos motores de busca, os pacientes muitas vezes chegam com tanta informação correta e incorreta, que se não estamos prontos e confiantes de nosso conhecimento e capacidade, perdemos a credibilidade.

Tenho o mesmo consultório desde 1999. Só trabalho lá. Mantenho a fidelização dos meus pacientes sem nenhum tipo de mídia. Minha propaganda é o boca-a-boca: um ‘pretendente’ a paciente olha a boca de um paciente meu, gosta do trabalho e vai tratar comigo (rs). Fora as indicações que recebo de colegas. É isso que me mantém.

4- Você parece ser a dentista mais bem resolvida da blogosfera e transparece isso em seus posts. Você acha que esta característica incomoda alguns “anônimos” moralistas?

Acho tão engraçado esse título de “bem-resolvida” que me deram! Eu tenho fraquezas e inseguranças como todas as pessoas do mundo. Só me dei o direito de não precisar ser o que não sou. E, quando escrevo, falo igualzinho como falo com meus amigos próximos. Sem rodeios. Gosto da verdade porque sou preguiçosa e ela geralmente dá menos trabalho. Pra mentir, vc precisa inventar outra mentira que encubra a primeira e uma terceira que encubra a segunda e não esquecer de nenhuma delas para não cair em contradição. Ai, a vida é muito curta e não tenho tempo pra isso. Quer quer, não quer tem quem queira!

Quanto aos anônimos, poxa… Anônimo é exatamente aquele que não pode ou não quer se expor. Então, a única coisa coerente pra esse tipo de pessoa é ficar na dela. Ou se expõe totalmente, com nome e sobrenome, ou nem sai da toca.

5- No post sobre o #lingerieday, houve uma aceitação e apoio além do que esperava? Faria de novo?

Realmente o #lingerieday foi uma grata surpresa para mim. Quem viu e leu meu post sabe que minhas fotos foram uma afronta a um hacker (anônimo, para variar…) que me havia roubados todas contas de e-mail e redes sociais, postado fotos que estavam em minha caixa de saída de e-mail, em trajes mínimos (biquini, soutiã…). O que me incomodou na época não foi a exposição do meu corpo, pois não tenho do que me envergonhar. O problema foi a apropriação indevida e o uso sem autorização da minha imagem. Desolada com a impotência da polícia com crimes dessa natureza e já maculada pelas fotos postadas, eu não tinha mais o que esconder. Então postei fotos do MEU agrado, no MEU momento.

O interessante foi que recebi apoio de colegas, dos meus professores, dos meus funcionários, da minha família. Participei até de uma enquete para sair na revista Vip e muitos colegas, inclusive blogs de odontologia, fizeram campanha para arrecadar votos para mim. Por isso, eu realmente não esperava! Se eu faria de novo? Acho que não. Não do mesmo jeito. Não gosto de me repetir…

6- Observamos que você adora música e toca piano muito bem! (Assista ao vídeo tocando piano) Essa habilidade ajuda no consultório?

Olha, nunca relacionei uma coisa com outra. Mas estudar piano me fez desenvolver disciplina, sensibilidade, concentração e uma irritante busca pela perfeição. Na prática clínica, observo que essas características são bem marcantes em mim, como profissional.

7- No post “manual de boas maneiras no consultório” você descreve muito bem os direitos e deveres do pacientes e um manual para os dentistas novatos. Nem sempre essas regras são seguidas à risca pelo paciente. Como fica a sua etiqueta na hora de dispensar um paciente que atrasa, ou quando “dispara a sirene: Ih, essa é fria!”

O Manual foi um jeito bem-humorado que eu encontrei para falar algumas verdades que eu tinha entaladas na garganta. E foi um alívio saber que há muita gente que concorda comigo! Como fica minha etiqueta? Vivo falando que sou “phyna” e sou mesmo! O atrasadinho pode escolher: ou tem sua consulta reduzida ou marca para outro dia.  No caso da sirene disparar, serei sincera, pois sei que é isso que vocês esperam de mim: cobro mais caro. Se o paciente achar caro, levanta, vai embora e não volta mais. Caso encerrado. Do contrário, se topa pagar, pelo menos eu ganho um adicional pela chatice do cidadão.

Mas há situações em que o caldo entorna durante o tratamento. Nesse caso, chamo o paciente para uma conversa onde exponho, de maneira clara e polida, meu problema com ele e proponho soluções. Leia o post “Dentista e paciente a importância do bom relacionamento“. Já tive que dizer a um paciente que ele não possuía o perfil de paciente adequado para ser atendido por mim. Ou que eu não era a profissional mais indicada para atender determinado paciente. A gente tem que ser habilidoso no jogo de cintura!
ane bason

8-Considerações finais.

Gostaria de dizer que fiquei surpresa, honrada e lisonjeada com o convite do Ortodontiaparatodos para esta entrevista. Acompanho o blog há tempos e sempre admirei o trabalho e a dedicação do autor deste (Dr. Alexandre Koga),constantemente preocupado em publicar artigos informativos, pertinentes à odontologia, seja de forma séria, seja com leveza e bom-humor. Obrigada pelo espaço. Obrigada pelo carinho. Obrigada por mostrar que por trás das nossas tão temidas máscaras existem pessoas iguais a todas as outras! Vários beijos à todos os leitores!!!
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8 comments

  1. Mais uma entrevista fodástica!
    Pena que a Dra. não fará um #lingerieday II
    🙁

    Parabéns Koga!

  2. Alexander Müller

    Faço minhas as palavras do colega @frankbotega.
    Abraço para Dr Alexandre e Beijo para Dra Ane.

  3. Adorei!Belíssima entrevista, Koga!
    Sou fã da Ane. E sempre que posso dou uma passada no blog dela. É um dos meus favoritos.
    Parabéns!
    bjssssssssssss

  4. Christofer Magalhães Castro

    Muito boa a entrevista, parabéns aos personagens.

  5. Ane e o koga já são pessoas mais do que queridas na odontoblogosfera.
    Eu admiro especialmente os dois!

    Grandes Abraços
    : D

  6. Ane é minha parceira desde a época de faculdade e hoje somos praticamente vizinhos de consultório.
    E faço delas minhas palavras.
    Amo essa figura.

  7. Somente agora de madrugada estou lendo a entrevista com Ane. Muito bom mesmo. Parabéns ao entrevistado e entrevistador.

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